Quais os desafios enfrentados pela liderança feminina? Conheça aqui

Você sabia que a liderança feminina pode colaborar com a melhoria do desempenho organizacional? Esse dado foi extraído do estudo “Is Gender Diversity Profitable?” e confirma que as mulheres em posições de chefia têm muito a contribuir na empresa. 

Isso pode acontecer devido à luta que a mulher enfrenta para alcançar esse posicionamento, resultando em habilidades cruciais para a gestão. Por exemplo, Duda Kertész, presidente do setor de consumo da Johnson & Johnson nos EUA, promoveu um crescimento de 80% para os negócios da empresa.

Contudo, apesar de esse posicionamento ter começado há mais de 100 anos, os desafios no mundo empresarial ainda são bastantes atuais. Por esse motivo, criamos este artigo para listar quais são esses problemas. Assim, você também pode colaborar para mudar esse cenário, independentemente de gênero.

Necessidade de quebrar os rótulos

Até 1914, as atividades destinadas às mulheres eram manuais, como tarefas domésticas, artesanatos e educação escolar dos filhos. Até que, durante a Segunda Guerra Mundial, elas passaram a exercer funções que antes eram reservadas aos homens, já que estes precisaram ser enviados aos campos de batalha.

Porém, mesmo depois de um século a mentalidade de que a mulher não tem competência para exercer qualquer atividade ainda é muito forte, tanto na sociedade quanto no meio corporativo. Esses desafios exigem mais dedicação da mulher para buscar diferencial competitivo no mercado de trabalho

Além disso, a líder precisa lidar com rótulos preconceituosos para justificar suas habilidades, por exemplo:

  • a promoção foi oriunda de caso extraconjugal;
  • a candidata foi escolhida entre os homens por ser bonita;
  • a liderança feminina é liberal e permissiva, ao contrário da masculina, que é racional e dominadora.

Ambiente dominado pela cultura patriarcal

Os homens foram os tomadores de decisão na família durante muitos anos. Isso colaborou para o domínio forte da cultura organizacional com um viés patriarcal. Dessa maneira, ainda existem empresas que confiam mais na liderança masculina para exercer posturas incisivas na gestão de pessoas e fechamento de negócios.

Por consequência, muitas mulheres procuram desenvolver características masculinas para melhorar o seu desempenho na empresa. Com isso, acabam sufocando atributos femininos tão especiais, como:

  • comunicação efetiva;
  • exigência nos resultados;
  • flexibilidade às mudanças.

Por exemplo, um estudo feito pelo Detran em 2013 apontou que apenas 20% dos condutores responsáveis por acidentes de trânsito eram do gênero feminino, graças a atenção que a mulher tem aos detalhes.

Equilíbrio de várias tarefas simultâneas

Além dos desafios que listamos até aqui, a mulher ainda precisa conciliar os diversos papéis que ocupa, uma vez que a sociedade está habituada a delimitar funções específicas, tanto ao homem quanto a mulher. Nas escolas, por exemplo, a representatividade da figura materna ainda é bastante exigida. 

Você sabia que, em casos de divórcio, mais de 87% das mulheres assumem a guarda dos filhos? É o que diz um estudo feito pelo IBGE e publicado pela Revista Crescer. De acordo com Cláudio Crespo, Coordenador de Indicadores Sociais, isso acontece por questões culturais, uma vez que a mulher ainda é vista como a detentora dos cuidados do lar.

Sendo assim, geralmente a mulher precisa equilibrar as responsabilidades do cargo de liderança com a rotina doméstica, família e amigos. Aliás, faltou acrescentar também o tempo para a prática do aprendizado contínuo na carreira, como eventos e especializações. Dessa maneira, falta menos tempo ainda para tarefas pessoais, como cuidar da saúde e realizar atividades prazerosas.

Sabemos que as mulheres têm ganhado espaço na chefia corporativa. Por exemplo, gigantes como a Microsoft Brasil, General Motors e Facebook já quebraram dois paradigmas ao posicionar mulheres na alta diretoria de empresas de tecnologia, uma área mais ocupada por homens.

Entretanto, ainda é preciso avançar em muitos aspectos, dada a herança cultural que a mulher tem na sociedade. Nesse sentido, cabe à organização criar uma cultura inclusiva e focada em gestão por competências para desfrutar da liderança feminina de maneira estratégica.

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