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Planejamento Estratégico 2017

O ano de 2016 está terminando e com ele as lembranças de uma crise que afetou praticamente todos os setores da economia. Por conta disso, as empresas foram pressionadas a desacelerar e reduzir os investimentos.

Áreas de RH foram os principais alvos de redução, perdendo verbas nos processos de contratação, desenvolvimento e ações internas, o que gerou muitos impactos nos processos de gestão, na motivação interna e no clima organizacional.

Com a sinalização leve de recuperação, o momento agora é de concentrar esforços nos fatores que mais impactam o desempenho das empresas e dos colaboradores. Atuar no planejamento estratégico, olhando para 2017 e revisando metas organizacionais, das áreas e das pessoas, é o primeiro passo para alinhar as visões e definir a parte que cabe a cada um. Depois disso, um levantamento objetivo dos fatores que impactam no desempenho através de uma pesquisa de clima é fundamental para definir as prioridades de atuação.

Para finalizar, avaliar os resultados de metas e de competências, poderá oferecer subsídios para reconhecer aqueles que mesmo frente às dificuldades, estiveram engajados e comprometidos com a entrega das metas e das competências. Além de utilizar os resultados para a criação de uma grade de desenvolvimento a ser aplicada em 2017.

Planejamento Estratégico
Para empresas pequenas e médias, o planejamento estratégico é mais objetivo e prático. E requer algumas reuniões de trabalho mediadas por alguém externo para conduzir as atividades de reflexão, brainstorming grupal e consolidação das informações levantadas entre presidência e gente da alta gestão.

Analisar o cenário atual, em seguida definir os objetivos e focar neles para criar uma nova visão de futuro com ações de curto, médio e longo prazo é uma forma assertiva de se planejar para o ano que vem, decidindo as responsabilidades de cada um e os indicadores que poderão comprovar se a empresa está indo no caminho certo.

Pesquisa de Clima
Como o tempo está cada vez mais curto, as empresas devem se concentrar em uma pesquisa de clima mais objetiva e sintética. Questionários com dezenas de afirmativas, opções e campos abertos devem ficar para trás, afinal, estamos em 2016 e já passamos da hora de mudar para reflexões mais focadas e objetivas.

Uma pesquisa simples que aborde de 15 a 20 fatores que tem impacto no desempenho da organização, é suficiente para gerar insights e informações confiáveis que orientem nossas ações organizacionais e setoriais.

Além disso, uma pesquisa de clima que aborda dezenas de fatores é difícil de responder, de tabular e de analisar resultados. Tornando a etapa de planos de ação cada vez mais distante e complexa.

Avaliação de Performance em metas
Empresas que visitam suas metas e avaliam seus resultados pelo menos a cada 3 meses, tem 3.5x mais chances de criar uma cultura de alta performance. Ter um método de gestão de metas e um software amigável são os primeiros passos para garantir o atingimento dos resultados organizacionais. Depois disso, determinar de 3 a 6 metas por colaborador é suficiente

Para que as pessoas estejam engajadas com os resultados, é importante envolve-las na criação das metas, de preferência que 60% das metas venham de quem vai executar e 40% das lideranças diretas. Dessa forma, a sensação de importância e a construção conjunta serão a base do comprometimento e o trampolim para excelente resultados.

Avaliação de desempenho por competências
Para ter uma visão completa de qualquer profissional, não basta avaliar apenas a performance em metas. A entrega das competências reflete “como” cada colaborador entregou suas metas. Competências como a comunicação, motivação e a iniciativa são bases para a alta performance e precisam ser avaliadas.
Uma dica importante é não avaliar muitas competências. Um número entre 5 e 8 competências é o suficiente para focar nos conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias a qualquer função em sua empresa.

Para finalizar, as ações de reconhecimento, desenvolvimento e promoção devem ser baseadas nos percentuais de metas e competências dando continuidade ao ciclo.

Espero que com essas dicas sua empresa possa fechar bem o ano de 2016 e inicar com força total 2017 focada no que realmente importa.

Thiago Gomes
Psicólogo Organizacional
thiago@insightgestao.com.br

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